quinta-feira, 28 de junho de 2012
Em se plantando tudo dá…
Nesses tempos de ecologia criativa a Diesel teve uma ótima ideia, mas, se você é comprometido, para evitar um sério desequilíbrio eco doméstico, não tente plantar algo tão perigoso. Parsifal
Redenção: Eleições municipais 2012
Sábado acontecerá na Câmara
Municipal de Redenção a convenção do Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, que
tem como pré - candidato a prefeito Wagner Fontes. Outros partidos que fazem
parte desta aliança irão realizar as suas convenções no mesmo local.
Vários partidos já definiram apoio ao PTB -14 são eles: DEM, PSD, PP, PPS, PDT, PSDC, PRB, PRTB, PT do B,
PPL, PSL.
Outros presidentes de partidos
estão sendo ouvidos, e esta aliança poderá aumentar com a adesão do PV, PR e
PSDB.
A convenção do PTB tem horário marcado
para iniciar as 14h00min e previsão de encerrar às 18h00min.
Mais convenção
O PSDB que tem como presidente da comissão provisória local o Advogado Dr. Gervásio Camilo, fazem a sua convenção hoje apartir das 14 horas e decidem qual rumo devem seguir. Estão presentes para a convenção o Diretor da ADEPARÁ Mário Moreira, que faz parte da direção estadual do partido e também o ex deputado estadual Francisco Victer membro da comissão local.
Aos berros, senador tucano diz que CPI é ‘uma ditadura’ e abandona reunião
Mário Couto (PA) disse, após o episódio, que não vai mais participar da comissão e reclamou de direcionamento dos trabalhos.
O senador tucano Mário Couto (PA) ficou bastante alterado nesta quarta-feira na reunião da CPI do Cachoeira – que investiga a relação do bicheiro com políticos – durante o depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni, que trabalhou nas campanhas eleitorais do atual governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).
Aos berros, Couto disse que há “uma ditadura” na CPI e abandonou a reunião. Desde ontem, os tucanos vêm criticando os trabalhos da comissão e dizem que há direcionamento nos trabalhos para poupar o governador petista Agnelo Queiroz (Distrito Federal) e colocar Perillo na fogueira. Pouco antes, na mesma reunião, houve tumulto na CPI.
Se Vossa Excelência não me deixar mais falar, eu me retiro. Aqui é uma democracia, que tem que ser respeitada, não estamos numa ditadura. É preciso acabar com isso, isso é uma miscelânea, uma avacalhação, isso não é uma CPI”, gritou Couto para o vice-presidente da CPI, Paulo Teixeira (PT-SP). Teixeira chamou sua atenção pela forma como o senador se dirigiu ao jornalista.
Antes de se retirar, Couto questionou Bordoni por ter confessado crimes durante seu depoimento, como a sonegação de impostos, e se disse “incomodado” por ficar diante do jornalista.
Em entrevista após o episódio, o tucano afirmou que nunca mais participará de uma reunião da CPI, pois ela perdeu a credibilidade e lá “quem é menor perde, quem é maior ganha”. O senador afirmou que só estão sendo trazidas à comissão pessoas para depor contra Perillo e estão se esquecendo de Luiz Antonio Pagot, “um dos maiores ladrões dessa Terra” e do presidente da Delta, Fernando Cavendish, “o mentor de tudo isso”, em sua visão. “Ninguém pode dizer que essa é uma CPI séria, ela é uma CPI dirigida e perdeu totalmente a sua finalidade”, afirmou. iG São Paulo
terça-feira, 26 de junho de 2012
“Explosão de Redenção” vence concurso de quadrilha junina
A prefeitura municipal de Redenção realizou o II Festival de Quadrilhas Juninas, que contou com a participação de escolas municipais e grupos folclóricos de Redenção. O evento que este ano premiou as quadrilhas juninas nas modalidades tradicional e moderna, reuniu centenas de pessoas que compareceram ao Espaço Cultural para prestigiar o evento. A quadrilha “Explosão Redenção” foi à vencedora.
A grande novidade do festival, que aconteceu durante três dias, foi à participação do corpo de jurados que veio de Belém, exclusivamente para julgar as apresentações das Quadrilhas Juninas, demonstrando completa imparcialidade do concurso, que caminha para se tornar uma tradição na região.
O prefeito Wagner Fontes, que esteve presente todas as três noites, disse que o evento caminha para se tornar uma tradição na região a exemplo do que acontece em outras cidades do país.
R$ 10 mil foram distribuídos na premiação. (Otávio Araújo)
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Lula diz não se arrepender 'nem um pouco' de aliança com Maluf
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira não se arrepender "nem um pouco" da aliança eleitoral costurada com o deputado Paulo Maluf (PP-SP) em torno da candidatura do petista Fernando Haddad.
Por conta da aliança Maluf-Haddad, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) desistiu de compor a chapa petista como vice. Na avaliação da deputada, Lula passou dos limites ao tirar foto no jardim da casa do pepista, adversário histórico da ex-prefeita. A foto foi feita na semana passada, no dia em que o PP de Maluf oficializou o apoio a Haddad.
domingo, 24 de junho de 2012
Eleições 2012
Serra usa experiência como trunfo sobre Haddad
Em evento para oficializar sua candidatura, ele disse ser seu sonho administrar São Paulo. Aloysio Nunes chamou candidato do PT de urso adestrado
A coligação formada por PSDB, PSD, DEM, PR e PV oficializou neste domingo a candidatura do tucano José Serra a prefeito de São Paulo. Em evento para 3 000 pessoas em um ginásio na zona sul da capital, Serra apresentou os anos de experiência – na vida e na política - como seu grande trunfo sobre o adversário Fernando Haddad, do PT. Serra completou 70 anos. Haddad tem 49. A campanha do PT tem usado a pouca idade de seu candidato para vender a ideia de que ele simboliza o novo para São Paulo. “O tempo não desgasta os que plantam sonhos no coração das pessoas. Experiência é virtude”, afirmou Serra. “Não estou aqui para experimentar, para tentar fazer, mas para levar São Paulo para frente.” (Carolina Freitas)
Política: amigos e inimigos, quem é quem?
Na política, os conceitos de amizade e inimizade são ambíguos. Tanto que constituem temas clássicos, merecendo uma infinidade de análises e sentenças.
O realismo político desconfia muito da amizade. Este é um sentimento próprio das relações pessoais, indivíduo a indivíduo, intrinsecamente subjetivo, destituído de interesses, fundado na afeição. Por sua própria natureza, então, acomoda-se mal no mundo mais impessoal e “interesseiro” da política. O pensamento “realista” prefere sempre lidar com interesses do que com sentimentos. Interesses são definidos, quantificáveis, suscetíveis de negociação. Sentimentos são ocultos, arbitrários, volúveis e demandam uma reciprocidade não quantificável.
A atmosfera do poder, se não torna a amizade impossível, por certo impõe tensões muito desagregadoras a ela. No mundo em que o governante desenvolve suas atividades não há muito espaço para amizades. Amigos exigem muito e esperam muito, na forma de atenção, consideração e compreensão. Amigos tendem a atribuir um significado ao conceito de lealdade do chefe para com eles, que extrapola em muito os limites toleráveis para quem tem a responsabilidade de governar.
Amigos exigem uma solidariedade irrestrita e imediata a qualquer momento em que entrem em dificuldades, que será paga pelo governante em “moeda política”, que com tanto esforço acumulou. Amigos, pois, tendem a desenvolver expectativas exageradas e desproporcionais do governante.
Tais expectativas – compreensão, paciência, consideração, solidariedade irrestrita – são perfeitamente justas e adequadas no contexto de relações pessoais privadas. Transpostas para o mundo da política, que na sua lógica própria não as reconhece, tornam-se politicamente onerosas e até tirânicas. Por estas razões, amigos no governo estão sempre à “beira da decepção” com seu amigo poderoso, na iminência do rompimento da amizade.
Há sempre alguns amigos que são capazes de fazer a distinção entre as duas situações – amizade na vida privada e na vida pública. São poucos, mas são valiosos. Você os reconhece porque eles não lhe criam problemas. Antes, resolvem-nos, mesmo ao custo de prejuízo pessoal, e você só fica sabendo muito depois.
A outra marca deles é a de não opor obstáculos e não desenvolver hostilidade com os novos amigos ou colaboradores que você atrai para seu círculo mais próximo. Destes amigos, o governante deve cercar-se. Eles serão o apoio mais importante nos piores momentos. Dos outros deve afastar-se.
Os “amigos perigosos” comportam-se de maneira oposta nos dois casos: costumam criar-lhe problemas e hostilizam, por princípio, os novos participantes do círculo mais próximo de você. Já os “inimigos”, o realismo político encara de maneira diferente. Inimigos e adversários possuem muitos atrativos políticos. A adesão de um adversário ou inimigo sempre significa um enfraquecimento do bloco adversário, se não quantitativo, por certo que qualitativo. Aos olhos do povo, o apoio de um adversário valerá muito mais do que o mesmo apoio de um aliado.
Inimigos e adversários também não têm expectativas, ou melhor, as expectativas que tinham em relação a você eram todas negativas. Ao convidá-lo para integrar sua equipe, você provoca a reversão da expectativa, premiando-o quando o que se esperava era que fosse ignorado, prejudicado. O gesto de convidá-lo realiza uma expectativa que ele não possuía, e pela qual ele ficará devedor e sinceramente grato.
Além disso, um adversário ou inimigo que se integra ao governo tem muito a provar. Ele terá que reverter as dúvidas que vão pairar sobre sua lealdade, e terá que revelar sua competência duplamente. Por estas razões, ele será mais dedicado, preocupado em não deixar dúvidas quanto a sua lealdade, evitará criar-lhe problemas, e, tendo rompido com o outro lado, dependerá de você e do seu sucesso mais que seus amigos.
Finalmente, o inimigo cooptado será infinitamente mais paciente e compreensivo que os “amigos”. Diferentemente destes, ele não pode dar-se ao luxo de ficar “à beira da decepção, na iminência de afastar-se ofendido”. Afinal, ele já “mudou de campo” uma vez.
Se repetir a dose, é por que quem tem problemas é ele, e não os grupos políticos que abandona. Todas estas considerações ajudam a entender porque os pensadores e os políticos, ao longo da história, revelam tanto ceticismo em relação à amizade na política, e tanta atração pela cooptação dos adversários.
Por Francisco Ferraz
Assinar:
Postagens (Atom)


